Entendendo SCRUM com futebol!

É um momento muito interessante para quem trabalha e/ou se interessa por metodologia ágil. Nunca se discutiu tanto a aplicabilidade dos valores ágeis em entrega de software e até mesmo outros produtos e serviços. Do ponto de vista de quem há algum tempo já trabalha com o ágil, acredita nos seus valores e consequentemente busca evangelizar os demais, percebo que o desafio de torná-lo compreensível engrandece tendo em vista que mais pessoas buscam esse conhecimento e, como já sabemos, cada pessoa é única e possui uma capacidade de absorção distinta da outra.

O framework Scrum é leve justamente para fácil absorção, mesmo assim, me pego no dia-a-dia explicando os conceitos das mais variadas formas e uma ferramenta que uso muito é a analogia. A capacidade de explicar um novo conceito, aproximando de um contexto com o qual o "aluno" está familiarizado é uma arte e que, quando bem sucedida, traz ótimos resultados.

O contexto do brasileiro gira, indiscutivelmente, em torno do futebol. Se não em sua totalidade, em uma grande parcela, pensando nisso faço um comparativo a fim de facilitar a compreensão dos papéis do Scrum, baseado em um clube de futebol.

Stakeholders – Cartolas, Diretorias, Empresários

Também conhecidos como patrocinadores, são eles que possuem no ROI (Retorno de Investimento) o seu maior interesse e objetivo. Assim como em um clube de futebol onde a diretoria busca no sucesso (contratações, vitórias e títulos), a sua permanência ano a ano frente ao clube, no SCRUM temos no papel de Stakeholder, que por mais que não seja determinado pelo Guia Scrum é de suma importância, aquele que vai "cobrar" diretamente do Product Owner (Mais abaixo, como Técnico do time) os resultados obtidos dentro de campo.

Product Owner – Técnico do time

Traduzir os anseios da diretoria, de forma que o time consiga transformar $ em valor ao cliente para que esse retorne mais $$$ é papel do Product Owner. É ele quem vai estudar a melhor forma que o produto, no nosso caso, o futebol jogado pelo time, deve ser produzido e apresentado. Assim como no SCRUM o P.O. estipula o backlog (lista de requisitos, em ordem prioritária e compreensível pelo time de desenvolvimento), o treinador no futebol deve se fazer entender para que o time consiga produzir de acordo com o que ele entende que trará resultados melhores e maiores.

Time de Desenvolvimento – Time de futebol

Por a mão na massa e desenvolver sistemas pode ser comparado a calçar as chuteiras e chutar a bola à gol? Sim! Quando o papel do time é buscar um objetivo em comum, as características individuais de cada um devem se complementar para que ele seja alcançado, independente de ser um gol, uma vitória ou até mesmo um requisito de software. É papel do atacante fazer gol? Sim, mas é o zagueiro que no escanteio sobe para a área adversária, buscando levar vantagem pela sua altura/capacidade e consequentemente fazer o gol! No time de desenvolvimento Scrum evita-se inclusive determinar que um desenvolve, outro desenha e um terceiro testa, o time todo se identifica como desenvolvedor, sendo todos responsáveis pela entrega!

Scrum Master – Preparador Físico

Achar um papel que fosse equivalente no mundo do futebol para o papel de Scrum Master não foi fácil nem 100% assertivo. Alguns talvez colocassem o capitão como comparativo, por uma ideologia de que o time o escolhe ou o enxerga como líder mas o fato é que o capitão é também um jogador e eu, particularmente, não gostei das experiências que tive atuando ao mesmo tempo como Scrum Master e integrante do Time de Desenvolvimento. O preparador físico serve ao time para que esse tenha condições de entregar o máximo na partida! Porém a vida do atleta vai além das 4 linhas e cabe ao atleta assumir algumas responsabilidades para que não haja comprometimento do seu desempenho, algo muito similar ao Scrum Master e ao time auto organizado, respectivamente. Se em algum momento o atleta precisa de ajuda para manter a condição nos 100%, ele recorre ao preparador para que este o auxilie da melhor forma possível.

Enfim, as comparações são cabíveis e servem para um esclarecimento cada vez maior sobre os papéis, penso em realizar mais profundamente as comparações e até mesmo trazer outros exemplos. Gosto das comparações com esporte pois sou adepto da prática desportiva e por ser competitivo acabo cobrando no período de jogo o máximo dos meus colegas para que alcancemos a vitória, e faço isso no futebol entre amigos que não vale absolutamente nada então por que não faria no meu ganha pão!? Faço alusões para os times de que a retrospectiva é o vestiário fechado do time e é ali que se resolvem os problemas para que sejam minimizados no decorrer da partida, digo, da Sprint.

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