O mercado de TI no Brasil vive um momento que poucos previam há uma década. Segundo o estudo Mercado Brasileiro de Software, conduzido pela ABES em parceria com a IDC, o país investiu US$ 67,8 bilhões em tecnologia em 2025 e ocupa a 10ª posição no ranking global. O crescimento foi de 18,5% no ano, acima da média mundial, e o Brasil já concentra 38,4% de todo o investimento em TI da América Latina.
São números que enchem slide de congresso. Mas, para quem lidera tecnologia dentro das empresas, eles trazem uma pergunta bem menos confortável: a sua capacidade de entrega cresceu na mesma velocidade que o seu orçamento?
O tamanho do salto
O avanço não é fruto de uma moda passageira. O investimento em tecnologia no Brasil vem sendo puxado por três frentes que já viraram prioridade de diretoria: inteligência artificial, modernização de infraestrutura em nuvem e cibersegurança. A adoção de IA generativa, em particular, deixou de ser piloto isolado e entrou no orçamento recorrente de boa parte das grandes companhias.
Setores tradicionais da economia brasileira estão no centro desse movimento. O financeiro lidera os gastos, seguido por indústria e varejo. São exatamente as operações que mais dependem de entrega tecnológica consistente para sustentar receita. Quando esses setores aceleram, a régua de expectativa sobe para todo mundo.
Investir é fácil. Entregar é o problema
Aqui mora a armadilha que poucas lideranças enxergam a tempo. Aprovar orçamento é uma decisão de uma reunião. Transformar esse orçamento em resultado é uma maratona que depende de execução.
Os dados de mercado são duros nesse ponto. Pesquisas consolidadas pela McKinsey mostram que cerca de 70% das iniciativas de transformação digital não atingem os objetivos pretendidos. Ou seja: o problema raramente é falta de verba. É falta de capacidade de transformar verba em entrega. Quanto mais dinheiro entra no funil sem que a estrutura de execução acompanhe, maior o desperdício na outra ponta.
Crescer em investimento e não crescer em entrega é a forma mais cara de ficar para trás. A empresa gasta, a concorrência também gasta, e quem executa melhor abre vantagem.
O gargalo não é dinheiro. É gente.
Quando uma liderança tenta acelerar a entrega na mesma proporção do orçamento, esbarra quase sempre no mesmo obstáculo: talento qualificado, disponível, no tempo certo.
Contratar um especialista sênior leva meses. Montar um time inteiro, com a senioridade e a combinação de competências que um projeto de IA ou cibersegurança exige, leva muito mais. E quando esse time finalmente está pronto, a demanda já mudou. O ritmo do mercado de TI no Brasil hoje é mais rápido do que a velocidade de contratação interna da maioria das empresas. Esse descompasso é o verdadeiro teto de crescimento.
O que liderar esse crescimento exige na prática
É por isso que cada vez mais líderes de tecnologia repensam o modelo de capacidade de entrega. Em vez de carregar sozinhos o peso de contratar, treinar e reter cada especialista, passam a operar com squads dedicados que escalam conforme a demanda real do negócio.
Esse é o princípio do modelo Squad as a Service da Mouts TI: times completos, com a senioridade e a combinação técnica certas, prontos para entrar onde a operação precisa acelerar, e prontos para ajustar de tamanho quando o projeto muda. A empresa ganha velocidade de entrega sem perder anos no ciclo de formação de equipe, e mantém o foco no próprio negócio enquanto a estrutura técnica acompanha o ritmo do investimento.
O crescimento do mercado de TI no Brasil é uma notícia excelente. Mas ele não premia quem investe mais. Premia quem entrega melhor. A diferença entre as duas coisas é, hoje, a principal responsabilidade de quem lidera tecnologia.
Quer alinhar sua capacidade de entrega ao ritmo do seu investimento? Fale com os especialistas da Mouts TI.
