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A grande sacada sobre o tempo (e como usamos ele)

Já dizia Mr. Einstein, ‘galera! tanto o espaço quanto o tempo são relativos’ (sim.. ele não dizia exatamente desta forma — eu sei — mas a ideia é a mesma!).

Tenho uma história para contar e apesar de não ser uma história feliz foi esse acontecimento que me fez ter a grande uma sacada sobre o tempo e, como o título deste post diz, como usamos ele — ao menos eu e uma grande maioria observável de pessoas!

Em 2012 eu saí da casa dos meus pais e fui morar pela primeira vez sozinho. Precisei passar por um período natural de adaptação afinal tudo era muito novo para mim. Neste processo descobri uma série de coisas — óbvias — , como por exemplo:

  • A louça não fica limpa sozinha.
  • As contas não se pagam sozinhas. (é preciso trabalhar duro para manter uma boa relação com elas).
  • Faz sentido arrumar a cama ao levantar.
  • Faz sentido saber cozinhar.

Durante esse tempo, sempre que me via em situação de ‘aperto’ com alguma dúvida cruel no contexto doméstico o procedimento executado era imediatamente o mesmo: ‘Ligar para minha mãe’. E funcionava!
Era incrível como ela sabia a quantidade faltante de um ingrediente específico apenas pela descrição do aspecto da receita ou então qual o melhor produto para limpar ‘aquela calça’ ou ‘aquela camiseta’.
Ela realmente era profissional.

Criamos planos de ação baseado no entorno que conhecemos e seguimos repetindo estes planos caso funcionem.

Infelizmente, passado algum tempo e uma batalha difícil contra o câncer, ela faleceu. Péssimo, mas superável. Passaram-se os dias e a rotina estava voltando ao normal quando me vi novamente em ‘aperto’. Não tive dúvidas, liguei para minha mãe.

O telefone estava desligado. Tentei novamente, novamente, novamente… Aí percebi algo que me fez cair — pela primeira vez até então — em prantos: Ela jamais haveria de atender novamente. Ela não estava mais aqui.
Nesse dia, por volta das 10 horas da manhã de um sábado não tão ensolarado a ficha caiu.

Certo. Relato nada feliz (eu avisei). E aqui entra a observação do ‘tempo e o que fazemos com ele’. Após o episódio que me ocorreu, refleti muito sobre o passado e percebi duas coisas muito importantes, que me serviram de lição:

  1. O tempo passa, passa rápido e não tem volta.
  2. Seguimos fazendo coisas em modo ‘automático’ e perdemos oportunidades.

Pode parecer óbvio, mas foi preciso sofrer para entender a essência dessas duas lições. O dia possui 24 horas para TODOS nós, a diferença é quão atentos estamos à ele.

A melhor previsão do tempo que temos é de que ele está passando.

Caímos constantemente na armadilha da ‘ação automática & contínua — ou AAC’, no meu exemplo: ‘ligar em caso de emergências domésticas’.

Este tipo de comportamento é normal, faz parte de nossa essência humana visto que nosso cérebro tendenciosamente opta pelos atalhos de menor custo energético — lê-se aqui os planos de ação sabidamente funcionais.

Beleza mas.. onde entra a sacada que comentei? Entra justamente aqui. O choque que tive ao vivenciar essa experiência somada à reflexão racional que descrevi anteriormente me fez observar a rotina de forma diferente, onde concluí que comportamento e mindset deveriam ser melhorados (kaizen!) para que eu não precisasse novamente ter que ‘perceber indisponibilidade’ tempo após o plano de ação já não ser eficiente (isso soa familiar no ambiente corporativo, não é mesmo?).

Nesta jornada eu extraí 3 elementos que me foram — e ainda são — fundamentais para tornar o tempo e sua relatividade com o espaço (o que e como as coisas acontecem) mais proveitosos e positivos, sendo eles:

  • Observação — Sair no AAC exige, acima de tudo, observação. Observar os detalhes me fez compreender muito mais claramente os vícios comportamentais fazendo com que eu pudesse melhorar meu ‘modo operante’ diante de situações cotidianas, obtendo eficiência.
  • Autossabotagem/Desafio — Calma! Eu vou explicar! Não trata-se aqui de autossabotagem negativa, trata-se de desafiar e fazer diferente, exigir e criar contextos que nos forçam a pensar de forma incomum. Certa vez ouvi de um comediante: ‘para manter minha criatividade viva eu troco os nomes dos personagens, datas e detalhes das piadas durante os shows, isso me faz ter que pensar no que estou falando em vez de simplesmente decorar um texto’. Sabote-se — eu poderia usar outro termo mas sabotagem é mais impactante — de forma positiva e aprecie um novo universo de oportunidades.
  • Foco — Simples assim. Foco! Muito se fala de foco, de concentração, mas o que rola na verdade é que isso não é frequente. Somos bombardeados o tempo todo com informações, interrupções e tudo mais que é possível existir para nos tirá-lo. Em consequência o foco é visto como um exercício árduo e um talento para poucos quando na verdade ele existe para SERVIR facilmente à todos. Encare-o como algo amigável e útil tanto para CONECTAR quanto para DESCONECTAR.

Quando focamos, observamos. Quando observamos, evoluímos.

Estes três itens fizeram minha agenda mais espaçosa e minha vivência mais rica. O ritmo acelerado é infelizmente observável dentro de — praticamente — todo recinto. Para mudar esta realidade eu convido você a tentar o desafio e praticar a Observação, Autossabotagem (positiva)/Desafio e o Foco por uma única semana pelo menos. Sua sensação de espaço e tempo vai se tornar densa e agradável — eu garanto.

Vamos trabalhar nos resultados, mas antes disso, vamos nos tornar mais eficientes para não precisar sacrificar nossa sanidade?

-Vamos ser ágeis.

-Obrigado pelo ‘tempo’ dedicado à esta leitura.

Fonte: https://medium.com/@evertonloffi